O câncer no estômago tem cura?
9 de novembro de 2020

O câncer no estômago – também chamado de câncer gástrico – é um dos mais frequentes tipos de tumor do trato gastrointestinal.

O subtipo mais frequente é o adenocarcinoma gástrico, representando cerca de 90% dos casos de câncer no estômago. Outros subtipos mais raros são os sarcomas e os linfomas.


Segundo os dados do INCA de 2018, a doença foi responsável por 14.761 mortes. Mas, afinal, o câncer no estômago tem cura? A seguir, explicamos como é feito o diagnóstico e quais são as possibilidades de tratamento. Entenda!

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do câncer no estômago é feito com o exame de endoscopia digestiva alta, através  do qual é possível visualizar a região do esôfago e do estômago e retirar fragmentos do tecido para o estudo de biópsia.


Em caso de confirmação, o médico solicita exames de tomografia para verificar a extensão do tumor e se há ou não metástases (quando o tumor já se espalhou para outras regiões do corpo). Isso porque o tratamento do câncer no estômago depende do estadiamento da doença, que varia do estádio I ao IV, sendo do mais precoce ao mais avançado.


Por isso, é importante ressaltar que o diagnóstico nas fases mais iniciais da doença é fundamental para elevar as chances de tratamento e cura. A detecção precoce pode ser feita por meio de exames clínicos, laboratoriais e radiológicos quando o paciente apresenta sinais como:

  • perda de apetite;
  • perda de peso;
  • desconforto abdominal;
  • fadiga;
  • náuseas e vômitos;
  • fezes escurecidas ou com sangue;
  • dor na parte superior do abdômen;
  • presença de massa palpável no estômago;
  • vômitos com sangue.


Vale lembrar também que pessoas com fatores de risco devem buscar a detecção precoce. Alguns fatores que aumentam a chance de câncer no estômago são:

  • obesidade;
  • consumo excessivo de sal;
  • tabagismo;
  • consumo de álcool;
  • doenças anteriores, como lesões pré-cancerosas e infecções pela bactéria H. pylori;
  • histórico familiar de câncer de estômago;
  • exposição a compostos químicos, como agrotóxicos;
  • consumo de alimentos embutidos e curtidos / defumados;
  • ocupação profissional com exposição à radiação ionizante, como raios-X e gama;
  • ocupação profissional na produção de borracha com exposição a compostos químicos como benzeno, zinco, óleos minerais e outros.

O câncer no estômago tem cura?

Como dissemos, quanto mais precoce o diagnóstico, maiores as chances de cura. Nos estágios I e II, em que o tumor está restrito ao estômago e aos gânglios linfáticos próximos, o tratamento é cirúrgico, podendo ou não ser complementado com quimioterapia ou radioterapia pós-operatória, conforme os resultados da cirurgia.


No estágio III, o tratamento consiste em cirurgia com quimioterapia antes ou depois da operação, o que aumenta as chances de cura. A retirada total ou parcial do estômago depende de um conjunto de fatores, como localização, extensão e classificação do tipo de tumor.


Já no estágio IV, quando há metástase, a cirurgia não é mais curativa e o tratamento é então paliativo, com o objetivo de amenizar os sintomas, oferecer melhor qualidade de vida ao paciente e aumentar sua sobrevida.


Então, saiba que sim, o câncer no estômago tem cura, mas o diagnóstico precoce é essencial. E, mesmo com a cirurgia radical, o paciente pode viver sem estômago após uma adaptação do organismo à nova situação e com suplementação de vitaminas.

Por isso, não deixe de buscar tratamento precoce com um especialista. E, para mais informações sobre o assunto, acesse nossa Central Educativa!

Artigo escrito por

Dr. Alexandre Bertoncini

Cirurgia do Aparelho Digestivo e Coloproctologia


O Dr. Alexandre Bertoncini é cirurgião do aparelho digestivo e coloproctologista formado pela Faculdade de Medicina da USP, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva e associado à Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Possui Doutorado pela Faculdade de Medicina da USP e é pesquisador com foco em oncologia e endometriose intestinal. 

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