Como tratar e prevenir úlceras esofágicas

Por Dr. Alexandre Bertoncini, cirurgião do aparelho digestivo e coloproctologista, CRM-SP 129589, RQE 37039, RQE 34120.
O tratamento da úlcera esofágica
depende da sua causa e pode incluir medicamentos para reduzir a acidez do estômago, controle do refluxo, suspensão ou ajuste de medicamentos irritativos e tratamento de infecções, quando presentes. Para prevenir novas lesões, é importante tratar o refluxo adequadamente, evitar fumar, moderar o consumo de álcool, não se deitar logo após as refeições e ingerir comprimidos com bastante água, sempre seguindo orientação médica.
Neste artigo, você entenderá o que é a úlcera esofágica, quais são suas principais causas,
como ela é tratada e quais cuidados ajudam a prevenir
seu aparecimento.
O que é uma úlcera esofágica?
A úlcera esofágica é uma
ferida
que se forma na camada interna do esôfago, órgão responsável por conduzir alimentos e líquidos da boca até o estômago. Ela representa uma lesão mais profunda do que uma irritação superficial ou uma esofagite leve.
A condição pode surgir quando a mucosa esofágica permanece exposta a agressões repetidas, como o contato frequente com o ácido do estômago ou enzimas digestivas do duodeno, determinados medicamentos, infecções ou substâncias irritantes. Como o esôfago não possui a mesma proteção natural do estômago contra a acidez, ele pode sofrer inflamações, erosões e, posteriormente, desenvolver uma ferida aberta.
Como a lesão se desenvolve?
Em condições normais, o esôfago conta com mecanismos que ajudam a remover substâncias irritantes e reparar pequenas agressões. A saliva, os movimentos de contração do órgão e a passagem dos líquidos contribuem para essa proteção.
Quando a agressão é intensa ou contínua, porém, esses mecanismos podem não ser suficientes. A mucosa começa a inflamar e pode apresentar pequenas erosões. Se a causa permanecer ativa, a lesão pode se aprofundar e formar uma úlcera esofágica.
Esse processo não acontece da mesma maneira em todas as pessoas. A extensão da lesão depende de fatores como:
- Intensidade e duração da agressão;
- Localização da ferida;
- Presença de refluxo gastroesofágico;
- Uso de medicamentos irritativos;
- Condições de saúde associadas;
- Capacidade individual de cicatrização.
Por que a úlcera esofágica merece atenção?
Uma úlcera esofágica não deve ser considerada apenas uma consequência desconfortável da
azia. A ferida pode causar dor importante durante a alimentação, limitar a ingestão de alimentos e comprometer a qualidade de vida.
Além disso, quando não é tratada adequadamente, pode favorecer sangramento, formação de cicatrizes e estreitamento do esôfago nos casos mais graves. Esse estreitamento dificulta a passagem dos alimentos e pode fazer com que o paciente sinta a comida parada no peito.
Identificar a causa da lesão é essencial.
Tratar apenas a dor ou a queimação pode trazer alívio temporário, mas não impede necessariamente que a mucosa continue sendo agredida.
Quais são as principais causas da úlcera esofágica?
A úlcera esofágica pode ter diferentes origens. A investigação precisa considerar os sintomas, o histórico do paciente, os medicamentos utilizados e possíveis condições associadas.
Refluxo gastroesofágico
O refluxo gastroesofágico
está entre as causas mais importantes de lesões no esôfago. Ele acontece quando o conteúdo do estômago retorna e entra em contato com a mucosa esofágica.
Quando os episódios são frequentes ou prolongados, o ácido pode causar inflamação, erosões, sangramento e feridas abertas. A lesão costuma ocorrer com maior frequência na parte inferior do esôfago, próxima à transição com o estômago.
O risco pode ser maior quando o refluxo permanece sem controle ou está associado a fatores como:
- Hérnia de hiato;
- Excesso de peso;
- Tabagismo;
- Refeições volumosas;
- Consumo frequente de bebidas alcoólicas;
- Hábito de se deitar logo após comer.
Nem todo paciente com refluxo desenvolve uma úlcera esofágica. Ainda assim, azia frequente, regurgitação, dor ao engolir ou sensação de alimento preso merecem investigação.
Uso de medicamentos
Alguns comprimidos podem causar uma lesão localizada quando
permanecem parados no esôfago ou demoram para chegar ao estômago.
Isso pode acontecer quando o medicamento é ingerido com pouca água, quando o paciente apresenta alguma dificuldade de deglutição ou quando se deita logo após tomar o comprimido. O contato prolongado pode provocar inflamação intensa e uma ferida na mucosa.
Entre os medicamentos que podem estar associados a esse tipo de lesão estão:
- Alguns antibióticos;
- Anti-inflamatórios;
- Medicamentos utilizados no tratamento da osteoporose;
- Cloreto de potássio;
- Suplementos de ferro;
- Alguns medicamentos para alterações do ritmo cardíaco.
Não se deve interromper um medicamento por conta própria. Quando existe suspeita de lesão medicamentosa, o médico avalia a necessidade de ajustar a dose, substituir a apresentação ou escolher outra opção terapêutica.
Infecções
Algumas infecções podem provocar inflamação e ulceração do esôfago. Elas são mais frequentes em pessoas com o sistema imunológico comprometido, mas a investigação deve sempre considerar o contexto clínico.
Entre os possíveis agentes estão fungos e vírus oportunistas. O paciente pode apresentar dor intensa ao engolir, dificuldade para se alimentar, desconforto no peito, febre ou outros sinais relacionados à infecção.
Nesses casos, reduzir a acidez do estômago não é suficiente. O tratamento precisa combater o microrganismo responsável, com medicamentos escolhidos de acordo com o diagnóstico.
Outras causas
Embora sejam menos frequentes, outras condições também podem provocar feridas na mucosa esofágica:
- Radioterapia na região do tórax;
- Ingestão acidental ou intencional de substâncias corrosivas;
- Doença de Crohn com acometimento do esôfago;
- Doenças inflamatórias e autoimunes;
- Vômitos intensos ou recorrentes;
- Traumas provocados por corpos estranhos;
- Lesões relacionadas a procedimentos médicos.
A esofagite eosinofílica costuma causar inflamação crônica, dificuldade para engolir e impactação alimentar. Embora a presença de úlceras não seja sua manifestação mais característica, ela pode fazer parte da investigação quando existem alterações importantes na mucosa.
Quais são os sintomas da úlcera esofágica?
Os sintomas variam conforme o tamanho, a profundidade, a localização e a causa da lesão. Algumas pessoas apresentam desconforto moderado, enquanto outras sentem dor intensa até mesmo ao ingerir líquidos.
Entre os principais sintomas estão:
- Dor ao engolir;
- Dificuldade para engolir;
- Sensação de alimento parado no peito;
- Azia ou queimação;
- Dor atrás do osso do peito;
- Regurgitação;
- Náuseas;
- Redução do apetite.
A dor ao engolir é um sinal especialmente importante. Ela pode surgir no início da deglutição ou ser percebida quando o alimento passa pela região do peito.
Alguns pacientes evitam comer devido ao desconforto. Com o tempo, essa limitação pode provocar redução da ingestão de líquidos, perda de peso e prejuízo nutricional.
Sinais de alerta
Algumas manifestações exigem
avaliação médica mais rápida:
- Vômito com sangue;
- Fezes negras, brilhantes ou muito escuras;
- Dificuldade progressiva para engolir;
- Incapacidade de engolir líquidos;
- Perda de peso sem explicação;
- Dor intensa durante a alimentação;
- Tontura, fraqueza ou desmaio;
- Dor no peito de início súbito ou de causa incerta.
A dor no peito não deve ser automaticamente atribuída ao esôfago. Problemas cardíacos também podem causar esse sintoma e precisam ser considerados, principalmente quando há falta de ar, suor frio, náusea ou dor irradiada para outras regiões como pescoço, costas ou braços.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa pela análise dos sintomas, do momento em que surgiram e de possíveis fatores relacionados. O médico também precisa conhecer todos os medicamentos, suplementos e tratamentos utilizados pelo paciente.
Avaliação clínica
Durante a consulta, podem ser investigadas questões como:
- Há quanto tempo existe dor ao engolir.
- Quais alimentos causam mais desconforto.
- Se há histórico de refluxo.
- Se ocorreu sangramento.
- Como os comprimidos são ingeridos.
- Se o paciente apresenta imunidade reduzida.
- Se houve perda de peso.
- Se existem doenças inflamatórias associadas.
Essas informações ajudam a diferenciar uma lesão provocada por refluxo de quadros medicamentosos, infecciosos ou relacionados a outras doenças.
Endoscopia digestiva alta
A endoscopia digestiva alta é o principal exame para visualizar a úlcera esofágica. Ela permite avaliar:
- Localização da ferida;
- Número de lesões;
- Profundidade e extensão;
- Presença de inflamação;
- Sinais de sangramento;
- Estreitamentos;
- Outras alterações do esôfago e do estômago.
A aparência e a localização da lesão podem fornecer pistas sobre sua origem. Uma ferida próxima à transição com o estômago, por exemplo, pode ser compatível com agressão relacionada ao refluxo. Já algumas lesões provocadas por comprimidos aparecem em regiões nas quais o esôfago apresenta estreitamentos naturais.
Biópsia
Durante a endoscopia, o médico pode retirar pequenos fragmentos da mucosa para
análise. A biópsia pode ser importante para investigar infecções, doenças inflamatórias, alterações celulares ou lesões que não apresentam uma causa evidente.
A coleta não significa necessariamente suspeita de câncer. Muitas vezes, ela é realizada para confirmar a origem da ferida e orientar o tratamento correto.
Exames complementares
Dependendo dos achados, podem ser solicitados:
pHmetria esofágica, para avaliar a exposição ao refluxo;
Impedâncio-pHmetria, para identificar episódios ácidos e não ácidos;
Manometria esofágica, para estudar os movimentos e as pressões do esôfago e de suas válvulas;
Exames de sangue, especialmente quando há suspeita de anemia ou infecção;
Testes específicos para microrganismos.
Nem todos os pacientes precisam realizar todos esses exames. A escolha depende dos sintomas, da endoscopia e da hipótese diagnóstica.
Como tratar a úlcera esofágica?
O tratamento precisa ter dois objetivos:
favorecer a cicatrização da ferida e controlar o fator responsável pela agressão ao esôfago.
A escolha da conduta depende da causa, da gravidade da lesão, da presença de sangramento e das condições gerais do paciente.
Controle do refluxo
Quando a úlcera esofágica está relacionada ao refluxo gastroesofágico ácido, o tratamento busca reduzir a quantidade de ácido que retorna ao esôfago e permitir que a mucosa cicatrize.
A abordagem pode incluir:
- Medicamentos que diminuem a produção de ácido;
- Ajustes no horário e no tamanho das refeições;
- Controle do peso, quando indicado;
- Redução de alimentos que desencadeiam sintomas;
- Elevação da cabeceira da cama em pacientes com sintomas noturnos;
- Intervalo adequado entre o jantar e o momento de se deitar.
Os medicamentos precisam ser utilizados pelo período e na forma orientados pelo médico.
Interromper o tratamento assim que os sintomas melhoram pode prejudicar a cicatrização completa.
Tratamento de lesões provocadas por medicamentos
Quando um comprimido é identificado como possível causa, o médico avalia se ele pode ser suspenso, substituído ou administrado de outra maneira.
Além dessa mudança, podem ser indicadas medidas para reduzir a inflamação e proteger a mucosa durante a recuperação.
Para evitar novas lesões, é importante:
- Tomar comprimidos com quantidade suficiente de água;
- Engolir um medicamento por vez;
- Permanecer sentado ou em pé após a ingestão;
- Evitar tomar comprimidos imediatamente antes de dormir;
- Informar ao médico qualquer dificuldade para engolir.
- Tratamento de infecções
As lesões infecciosas exigem medicamentos direcionados ao agente responsável. Dependendo da causa, podem ser utilizados antifúngicos, antivirais ou outras terapias específicas.
O tratamento também precisa considerar a razão pela qual a imunidade está reduzida. Em alguns casos, é necessário ajustar outros medicamentos ou investigar uma condição de saúde ainda não identificada.
Cuidados durante a cicatrização
Enquanto a mucosa se recupera, alguns hábitos podem reduzir o desconforto e evitar novas agressões:
- Mastigar bem os alimentos;
- Fazer refeições menores;
- Preferir preparações de consistência mais confortável quando houver dor;
- Evitar alimentos que agravam os sintomas;
- Não se deitar logo após comer;
- Reduzir ou evitar bebidas alcoólicas;
- Não fumar;
- Manter hidratação adequada.
Dietas extremamente restritivas não devem ser adotadas sem necessidade. O objetivo é preservar a alimentação e identificar fatores que realmente pioram os sintomas de cada pessoa.
Quando a cirurgia pode ser necessária?
A maioria dos pacientes apresenta melhora com tratamento clínico direcionado à causa. A cirurgia não é a conduta habitual para uma úlcera esofágica isolada.
Ela pode ser considerada quando existe uma doença de base que necessita de correção ou diante de complicações que não podem ser controladas apenas com medicamentos e procedimentos endoscópicos.
Entre as possíveis situações estão:
- Refluxo importante e persistente apesar do tratamento adequado;
- Hérnia de hiato associada a refluxo de difícil controle;
- Estreitamento que retorna após dilatações;
- Perfuração;
- Sangramento não controlado por outras abordagens;
- Alterações estruturais importantes.
A indicação depende de avaliação cuidadosa. É preciso considerar a causa da lesão, os exames realizados, a resposta ao tratamento e os riscos de cada procedimento.
Como prevenir a úlcera esofágica?
Nem todas as causas podem ser evitadas. Ainda assim, alguns cuidados diminuem o risco de agressões repetidas ao esôfago.
Entre as principais medidas estão:
- Investigar e tratar o refluxo gastroesofágico;
- Evitar deitar logo após as refeições;
- Manter peso adequado;
- Evitar tabagismo;
- Moderar o consumo de bebidas alcoólicas;
- Fazer refeições menores quando houver sintomas;
- Procurar avaliação diante de dificuldade para engolir;
- Utilizar medicamentos conforme a orientação profissional.
A prevenção também depende de reconhecer sintomas persistentes. Azia frequente, dor ao engolir ou sensação de alimento preso não devem ser tratadas indefinidamente com automedicação.
Atenção ao uso de medicamentos
A forma de tomar comprimidos pode fazer diferença na proteção do esôfago. De maneira geral, recomenda-se ingerir o medicamento com água suficiente e permanecer em posição vertical após a administração.
O tempo necessário antes de se deitar pode variar conforme o medicamento. Por isso, é importante seguir as orientações da bula e do profissional que prescreveu o tratamento.
Pessoas com dificuldade para engolir, estreitamentos do esôfago ou alterações de motilidade devem informar essa condição antes de iniciar novos medicamentos.
Quais complicações podem ocorrer?
Uma úlcera esofágica não tratada pode provocar consequências que vão além da dor e da azia.
Sangramento:
A ferida pode atingir vasos sanguíneos e causar sangramento. Dependendo da intensidade, o paciente pode apresentar vômito com sangue, fezes negras, anemia, fraqueza ou tontura.
Estreitamento do esôfago:
Durante a cicatrização, pode haver formação de tecido fibroso. Quando isso reduz o calibre do esôfago, surge uma estenose, que dificulta a passagem dos alimentos. O paciente pode começar sentindo dificuldade com carnes, pães e outros alimentos sólidos. Em quadros mais avançados, até líquidos podem apresentar dificuldade para passar.
Perfuração: A perfuração é uma complicação incomum, mas grave. Ela ocorre quando a lesão atravessa a parede do esôfago, permitindo que conteúdo e microrganismos alcancem estruturas do tórax.
Dor súbita e intensa, dificuldade para respirar, febre e piora rápida do estado geral exigem atendimento imediato.
Restou alguma dúvida?
O que é uma úlcera esofágica?
A úlcera esofágica é uma ferida que se forma na camada interna do esôfago. Ela pode causar dor ao engolir, queimação, desconforto no peito e dificuldade para a passagem dos alimentos.
Quais são as principais causas da úlcera esofágica?
As causas mais comuns incluem refluxo gastroesofágico, uso inadequado de alguns medicamentos, infecções, radioterapia, ingestão de substâncias corrosivas e determinadas doenças inflamatórias.
A úlcera esofágica tem cura?
Na maioria dos casos, sim. Quando a causa é identificada e tratada corretamente, a mucosa pode cicatrizar e os sintomas tendem a melhorar.
Quanto tempo leva para uma úlcera esofágica cicatrizar?
O tempo varia conforme a profundidade da lesão, sua causa e a resposta ao tratamento. A melhora dos sintomas pode ocorrer antes da cicatrização completa.
Continuar com episódios frequentes de refluxo pode dificultar a cicatrização da úlcera?
Sim. Enquanto o esôfago continua sendo exposto ao ácido do estômago, a cicatrização pode ser mais lenta e o risco de novas lesões aumenta.
Quais alimentos devem ser evitados durante o tratamento?
É recomendado reduzir alimentos que agravam os sintomas, como frituras, bebidas alcoólicas, café, refeições volumosas e preparações muito condimentadas. A tolerância varia entre os pacientes.
Como evitar úlcera esofágica causada por medicamentos?
Os comprimidos devem ser ingeridos com água suficiente, e a pessoa deve permanecer sentada ou em pé após tomá-los. Também é importante não interromper ou substituir medicamentos sem orientação médica.
Como prevenir novas úlceras esofágicas?
A prevenção envolve tratar o refluxo, evitar fumar, moderar o álcool, não se deitar após as refeições, manter peso adequado e utilizar medicamentos corretamente. Sintomas persistentes devem ser investigados.
Coloproctologista e Cirurgião do Aparelho Digestivo em SP | Dr. Alexandre Bertoncini
A úlcera esofágica é uma lesão que pode surgir por diferentes causas, sendo o refluxo gastroesofágico a mais frequente.
O diagnóstico precoce permite identificar a origem do problema, iniciar o tratamento adequado e reduzir o risco de complicações como sangramentos e estreitamento do esôfago.
Além do tratamento medicamentoso quando indicado, mudanças nos hábitos de vida desempenham um papel importante tanto na recuperação quanto na prevenção de novas lesões. Se você apresenta sintomas persistentes como dor ao engolir, azia intensa ou dificuldade para se alimentar,
uma avaliação especializada pode ajudar a esclarecer a causa e definir a melhor conduta.
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Dr. Alexandre Bertoncini, coloproctologista e cirurgião do aparelho digestivo com toda minha
formação e doutorado pela Faculdade de Medicina da USP, além de ser membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva e associado à Sociedade Brasileira de Coloproctologia.
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Artigo escrito por
Dr. Alexandre Bertoncini
Cirurgia do Aparelho Digestivo e Coloproctologia
O Dr. Alexandre Bertoncini é cirurgião do aparelho digestivo e coloproctologista formado pela Faculdade de Medicina da USP, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva e associado à Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Possui Doutorado pela Faculdade de Medicina da USP e é pesquisador com foco em oncologia e endometriose intestinal.




