Você já ouviu falar em esteatose hepática?
8 de fevereiro de 2022

A esteatose hepática é uma condição que torna-se cada dia mais comum. Segundo estimativas, cerca de 30% da população brasileira apresenta esse problema em algum grau, sendo mais frequente em mulheres. 


De maneira geral, a esteatose hepática acomete o
fígado, órgão responsável pela eliminação de substâncias tóxicas do organismo, produção de bile e mais 500 funções fundamentais para o funcionamento do corpo, sendo talvez um dos principais órgãos do corpo. O desenvolvimento do quadro pode trazer diversos problemas para a saúde do paciente. 


Portanto, conhecer as
causas, o desenvolvimento e os sintomas dessa patologia é essencial para que se possa prevenir a doença.


Nesse artigo, iremos explicar de forma mais detalhada sobre esse problema tão comum. Siga a leitura.


Esteatose hepática: o que é? 

A esteatose hepática é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de gordura dentro das células do fígado (hepatócitos), podendo afetar pessoas de todas as idades, inclusive crianças.


É importante destacarmos que a
presença de gordura no fígado é normal. Até 5% do peso desse órgão deve ser de diferentes tipos de gordura, como colesterol, triglicerídeos, ácidos graxos, etc. No entanto, quando essa porcentagem aumenta, o quadro de fígado esteatótico pode se desenvolver. 


As causas de casos de esteatose estão majoritariamente associadas a questões como
hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia (uma anormalidade na produção de gorduras presentes no sangue), crescimento da gordura abdominal e obesidade.


No entanto, o
consumo exagerado de álcool também pode acelerar a produção de gordura no fígado, facilitando o desenvolvimento da esteatose hepática. Inclusive, até algumas décadas atrás, o álcool era definido como principal causador da doença. 


Quando procurar um médico?

Uma das características mais marcantes dessa patologia é a falta de sintomas durante os primeiros estágios. Em muitos casos, a doença é descoberta de maneira acidental através de exames para identificar outras patologias. Como consequência, essa ausência de sinais pode acabar atrasando o diagnóstico precoce da condição e prejudicando o êxito do tratamento. 


Os sintomas da esteatose hepática só começam a se manifestar conforme a doença avança de estágio. Os sinais começam com quadros de:


  • Dor abdominal;
  • Fraqueza no corpo;
  • Perda de apetite;
  • Aumento no tamanho do fígado. 


No estado mais avançado e grave da patologia (caracterizado pela presença de
inflamação e fibrose na região), o paciente passa por um quadro de insuficiência hepática. Os sintomas desse grau da esteatose hepática são: 


  • Ascite (excesso de líquido na região da cavidade abdominal);
  • Confusão mental;
  • Náuseas, vômitos e diarréias;
  • Hemorragias;
  • Icterícia (coloração da pele amarela originada pelo excesso de bilirrubina no sangue);
  • Urina escura com cor de chá mate;
  • Fezes esbranquiçadas;
  • Diminuição no volume de plaquetas produzido pelo organismo, etc.


Ao notar o surgimento de qualquer um desses sintomas,
procure um especialista. Essas manifestações do corpo podem ser sinais de que algo está ocorrendo de errado no seu fígado. 


Conte com ajuda médica

O auxílio de um profissional é fundamental tanto para a detecção como para a resolução do quadro. Apesar de ser uma doença muito comum, a esteatose hepática pode trazer sérios riscos para a saúde do paciente. Portanto, a supervisão de um médico garantirá que todo o tratamento seja feito de maneira adequada e sem maiores riscos.


Quer saber mais sobre o assunto? Restou alguma dúvida sobre a doença? Entre em contato com o
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Artigo escrito por

Dr. Alexandre Bertoncini

Cirurgia do Aparelho Digestivo e Coloproctologia


O Dr. Alexandre Bertoncini é cirurgião do aparelho digestivo e coloproctologista formado pela Faculdade de Medicina da USP, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva e associado à Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Possui Doutorado pela Faculdade de Medicina da USP e é pesquisador com foco em oncologia e endometriose intestinal. 

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