Cirurgia da vesícula biliar: como é feita a colecistectomia?
29 de outubro de 2021

Você sabe o que é a cirurgia de vesícula biliar? Também conhecido como colecistectomia, esse procedimento visa a retirada do órgão quando diagnosticado algum problema que justifique a sua remoção.


Existem dois tipos principais de colecistectomia: a
laparoscópica (com ou sem o uso do robô) e a aberta convencional. Enquanto a primeira técnica é menos invasiva, necessitando apenas de pequenos orifícios, a segunda conta com uma incisão maior para que possa ser realizada.


Quer saber mais detalhes sobre esse processo cirúrgico? Continue a leitura!


Quando a cirurgia de vesícula biliar é indicada? 

A vesícula faz parte do sistema digestivo.


A função principal do órgão é armazenar a
bile, secreção produzida pelo fígado responsável por auxiliar na digestão e absorção da gordura dos alimentos.


Quando o médico diagnostica pedras ou inflamações nesse órgão, o paciente deve passar pela cirurgia de vesícula biliar. Dessa forma, a colecistectomia é indicada para pacientes que foram diagnosticados com: 


  • Pólipos;
  • Pedra na vesícula (Colelitíase);
  • Colecistite aguda (inflamação aguda da vesícula geralmente por cálculos). 


Além disso, o procedimento também é recomendável no tratamento do câncer de vesícula biliar. 


Com frequência os termos
"pólipo na vesícula" ou "formação polipóide aderida à parede da vesícula" aparecem em exames. No entanto, na maioria das vezes não temos um pólipo de verdade, mas sim cálculos se formando na parede da vesícula.


Outra questão relevante é que a maioria dos
pacientes é assintomática (cerca de 80%). Dessa forma, a cirurgia de vesícula biliar é realizada de forma preventiva, visando evitar complicações futuras com pólipos e cálculos. 


Como é feita a cirurgia de retirada da vesícula biliar? 


Como já mencionado previamente, existem dois tipos de cirurgia de vesícula biliar (colecistectomía): a laparoscópica e a aberta. 


Nos dois procedimentos, o paciente é anestesiado com anestesia geral. As complicações pós-cirurgia são muito raras e o processo pós-operatório é muito simples. Veja abaixo mais detalhes sobre as particularidades e características de cada tipo: 


Colecistectomia laparoscópica (com ou sem auxílio robótico)

Cirurgia minimamente invasiva, realizada a partir de duas a quatro pequenas incisões de cerca de 5mm a 1cm no abdome. Esses furos permitem a entrada dos materiais cirúrgicos e de uma câmera de vídeo. Assim, o cirurgião consegue se guiar durante o procedimento de retirada do órgão sem a necessidade de grandes cortes. Pode ainda ser realizada com o uso do robô muito embora não seja uma ferramenta necessária na grande maioria das vezes.


O pós-operatório da laparoscópica é extremamente tranquilo. A maioria dos pacientes consegue deixar o hospital no mesmo dia da cirurgia ou, no máximo, pela manhã seguinte. 


A recuperação acontece totalmente em um período de 5 a 10 dias durante os quais a maioria dos pacientes conseguem manter suas atividades diárias habituais e inclusive dirigir e trabalhar normalmente (a depender da profissão de cada um).


Colecistectomia aberta 

Essa é a técnica tradicional de cirurgia de vesícula biliar. Aqui, o cirurgião faz um  corte na parede abdominal de cerca de 15cm do lado superior direito do abdome para retirar o órgão. Por ser um método mais invasivo, o processo de pós-operatório também é mais lento. 


Em média, depois da colecistectomia aberta, o paciente fica no hospital de 2 a 5 dias. A recuperação total costuma acontecer de 4 a 6 semanas por conta do tamanho da incisão e da dor que pode ocorrer no pós-operatório.


Atualmente, a colecistectomia aberta  vem sendo realizada com cada vez menos frequência devido aos avanços da colecistectomia laparoscópica. Entretanto, em casos mais graves,
a técnica ainda pode ser a mais indicada. 


Qual a importância da colecistectomia?

A cirurgia de vesícula biliar é essencial para a prevenção de futuras complicações no órgão ou no tratamento de complicações atuais. Segundo estimativas, pacientes com pedra na vesícula e que não operam estão 50% mais propícios a sofrerem problemas. Além disso, existe a possibilidade de pólipos na vesícula evoluírem para um câncer de vesícula biliar. 


Considerando esses dados, podemos perceber que a realização do procedimento é fundamental para evitar doenças mais complexas que possam afetar a vesícula, principalmente se levarmos em consideração que a cirurgia laparoscópica, com ou sem o uso do robô, interfere muito pouco na qualidade de vida do paciente, com curto tempo de internação hospitalar e rápida e fácil recuperação. Sendo assim, não pense duas vezes e
procure um médico especialista para avaliar o seu caso. 


Restou alguma dúvida sobre a colecistectomia ou qualquer outro assunto relacionado?
Entre em contato conosco e agende sua consulta! Estamos sempre dispostos a te atender da melhor forma possível. 

Artigo escrito por

Dr. Alexandre Bertoncini

Cirurgia do Aparelho Digestivo e Coloproctologia


O Dr. Alexandre Bertoncini é cirurgião do aparelho digestivo e coloproctologista formado pela Faculdade de Medicina da USP, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva e associado à Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Possui Doutorado pela Faculdade de Medicina da USP e é pesquisador com foco em oncologia e endometriose intestinal. 

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